Nesse perspectiva, é possível perceber que, silêncio e palavra constituem, então, duas asas para a comunicação e, consequentemente, a atividade missionária da Igreja se eleva com o objetivo de promover a comunhão entre os filhos de Deus. De acordo com o Papa, “o silêncio é parte integrante da comunicação e, sem ele, não há palavras densas de conteúdo”. Desta forma, o silêncio na comunicação da Igreja Católica torna-se indispensável, visto que, sem ele, apresenta-se o erro de falar de forma completamente superficial de Deus, o qual é um mistério e, enquanto tal, está além da compreensão da racionalidade humana.
Segundo o Sumo Pontífice, “Grande parte da dinâmica atual da comunicação é feita por perguntas à procura de respostas, e o homem de hoje vê-se, frequentemente, bombardeado por uma quantidade exacerbada de informações”. Por outro lado, o decreto do Concílio Vaticano II mostra que a atividade missionária se torna cada vez mais exigente devido a uma crescente diversidade cultural e social, as quais trazem consigo novas exigências para a missão da Igreja. Nesta perspectiva, o silêncio surge então como precioso instrumento para favorecer o necessário discernimento entre essas muitas informações da comunicação atual, que por sua vez, são provenientes dessa diversidade cultural, social e politica citada pelo decreto “Ad Gentes”, e favorecem a seguinte interrogação para o cristão: “essa informação será capaz de me edificar como pessoa e como cristão ou não?”.
Em suma, o Papa Bento XVI , salienta esses dois momentos, como forma de produzir uma boa comunicação, e isto é necessário para se colocar em prática aquilo que os bispos do Concílio Vaticano II exortaram os cristãos a fazer: Anunciar o cristo sobretudo a aqueles que ainda não o conhecem!
Sem. Ronaldo Rosa De Oliveira
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