quinta-feira, 31 de maio de 2012

MÊS DE MAIO MÊS DE MARIA- PARTE II



Venerar Maria baseia-se na dignidade de Mãe de Deus e nas consequências que de daí brotam. O Pai trata-a com maior respeito: “Ave cheia de graça, o Senhor é contigo, (...) encontraste graça diante de Deus” (Lc 1,30-31), e pede-lhe seu consentimento na obra da Encarnação, a qual tão intimamente a quer associar; o Filho respeita-a, ama-a como sua Mãe e obedece-lhe; o Espírito Santo vem a Ela e nela tem as suas complacências. Venerando a Maria, não fazemos, pois, senão associar-nos as três divinas Pessoas, PAI-FILHO E ESPÍRITO SANTO e estimar o que Elas estimam. A veneração a Maria deve ser maior que a que temos com os Anjos e Santos. Por razões óbvias, pois Ela, pela sua dignidade de Mãe de Deus, pela sua missão de ser Mediadora entre nós e Jesus, pela sua santidade, sobrepõe-se diante de todas as criaturas, desta forma o culto a Maria, é superior aquele que se dá aos Anjos e Santos. Rezemos o santo terço todos os dias!
Deus nos abençoe!
Seminarista Leonardo Oliosi Mazim
3ª Ano de Filosofia

sexta-feira, 11 de maio de 2012

A busca pela santidade

A vida de todo cristão, consiste primeiramente na busca constante pela santidade a qual tem que ser o fim último da vida do mesmo, para que assim ela tenha sentido. Nesse sentido o caminho percorrido pelo cristão ao decorrer da sua vida deve ser e constituir-se pela busca ou construção da salvação.
Portanto a santidade tem que ser a meta final da vida do cristão e devido a isso deve ser considerada como objetivo maior a ser alcançado, porém isso não pode ser considerado como coisa que será vivida apenas em um futuro distante, mas como um sim que é dito para Deus, a cada dia através das atitudes.
Neste sentido viver a santidade no momento presente significa colocar como um ser - humano que está sendo construído por Deus e que ao mesmo tempo tem a responsabilidade de se auto-construir a parti de um modelo que deve ser a pessoa de Jesus.
Por outro lado a busca pela santidade significa também ser humilde diante de Deus concebendo-o como o único senhor do universo o que é contrario a idéia de santidade concebida como perfeição.

Seminarista Ronaldo Rosa de Oliveira

quarta-feira, 9 de maio de 2012

A SAGRADA ESCRITURA




A carta aos Hebreus mostra-nos todo o poder da Palavra de Deus, as Sagradas Escrituras: “Porque a Palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante que uma espada de dois gumes, e penetra até a divisão da alma e do corpo, e das juntas e medulas e discerne os sentimentos e pensamentos do coração. Nenhuma criatura lhe é invisível. Tudo é nu e descoberto aos olhos daquele a quem haveremos de prestar conta” (Hb 4,12-13).
Ai esta o poder da Palavra de Deus. Ela tem tão grande poder por que é Palavra de Deus e não humana. Isto nos garante o Apostolo: Por isso também damos graças sem cessar a Deus porque recebeste a Palavra de Deus, que de nós ouvistes. vós a recebestes não como palavra de homens, mas como realmente é: Palavra de Deus, que age eficazmente em voz que crestes (I Tess 2,13).
Gostaria de destacar isso: ‘que age eficazmente em voz que crestes’. A santa palavra de Deus opera (realiza o que significa) naquele que crê, naquele que recebe e acolhe como palavra de Deus. Ali ela dá muitos frutos. O Espírito Santo nos ensina essa verdade, pelo profeta Isaias; cuja boca tornou “semelhante a uma espada afiada” (Is 49,2): tal como a chuva e a neve caem do céu e para lá não voltam sem ter regado a terra, sem a ter fecundado, e feito germinar as plantas, sem dar o grão a semear e o pão a comer, assim acontece a palavra que minha boca profere: não volta sem ter produzido o efeito, sem ter executado a minha vontade e cumprido a minha missão (Is 55,10). A Palavra de Deus é transformadora, santificante. São Paulo explica isso a seu jovem discípulo Timóteo, com toda convicção: “Toda a Escritura é espirada por Deus, é útil para ensinar, para persuadir, para corrigir e formar na justiça” (II Tm 3,16). Ela é, portanto um instrumento indispensável para a nossa santificação. Não conseguiremos ter ‘os mesmo sentimentos de Cristo’ (Fil 2,5) sem ouvir, ler, meditar, estudar e conhecer a sua Santa Palavra. São Jerônimo, que traduziu a Bíblia do grego e do hebraico para o latim (Vulgata), dizia que “que não conhece o evangelho não conhece a Jesus Cristo”.
Jesus nos ensina que “a Escritura não pode ser desprezada” (Jo 10,34). Ele teve profundo respeito e veneração por ela e empregou muitas vezes. Ao ser tentado no deserto, foi exatamente com o auxilio das Escrituras que ele se defendeu, lançando de cada vez, no rosto de Satanás, a Palavra de Deus. O tentador fazia de tudo para afastá-lo de sua missão de Salvador dos homens, na forma do “Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo” (Jo 1,29-36), na forma de “Servo de javé”, que deveria morrer na cruz. O inimigo queria desviá-lo da missão sagrada que o Pai lhe tinha confiado e, para isso, quer arrastá-lo a um messianismo terreno, glorioso, temporal, cheio de fama e sucesso.
Quando ele sugeriu a Jesus, transformar as pedras em Paes ouve do Senhor esta sentença: ‘Está escrito: Não só de pão vive o homem, mas de toda a Palavra que procede da boca de Deus’ (Deut 8,3), (Mt 4,4). Na segunda investida o salteador maldito quer levar Jesus a jogar-se do alto do templo para ser sustentado pelos Anjos, de maneira exibicionista, (Sl 90,11-12); e o Senhor lhe diz: ‘Está escrito: Não tentará o Senhor teu Deus’ (Deut 6,16). Por fim ele quer fazer Jesus adorá-lo em troca de todos os reinos do mundo; então o Senhor é enfático: ‘Para trás Satanás, pois está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus, e só a Ele servirás’ (Deut 6,13).
É impressionante notar que Jesus repetiu três vezes esta sentença: ‘Está escrito’ [nas Escrituras], e Satanás recua incontinente, pois se trata da eficaz e poderosa Palavra de Deus, que ele não tem força e nem capacidade de contestar e reagir contra ela. E a narração termina dizendo que: O demônio o deixou’ (Mt 4,11).  Que poder tem a Palavra de Deus! Se Jesus a utilizou assim como uma arma espiritual na luta contra o tentador, quanto mais nós precisamos dela! Assim, é importantíssimo o estudo da Bíblia, de maneira sistemática e organizada, através de um curso Bíblico. É preciso trazer a Palavra de Deus no coração, para poder sacá-la, na hora da tentação, como Jesus fez para nos dar o exemplo.
 Contudo, á Bíblia não é um livro caído do Céu, e não foi ditada mecanicamente por Deus ao autor Bíblico, mas é um livro que passou pela vida e pela mente de Judeus e Gregos, ou seja, é um livro humano e divino, todo de Deus e todo do homem, e que transmite o pensamento de Deus, mas de forma humana, ela deve guiar a vida de todo o Cristão, pois ‘conhecereis a verdade e a verdade vos libertará’ (Jo 8,32).
Seminarista Jones dos Santos

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Mês De Maio, Mês De Maria. Parte I


Estamos no mês em que a Santa Mãe Igreja dedica de uma forma carinhosa a Maria Santíssima, Mãe de Deus, e Mãe nossa. O desempenho do papel de Maria é tão importante, que somos impulsionados a uma grandíssima devoção. Esta palavra quer dizer dedicação, e dedicação que dizer dom de si mesmo. Seremos, pois, devotos de Maria se nos dermos por completamente a Ela e, por Ela, a Deus. Nisto não faremos senão imitar o próprio Deus. Vejam, não adoramos Maria, e Sim a Deus. Imitamos somente a Deus que se nos da o seu Filho por intermédio de Maria. Daremos a nossa inteligência pela veneração mais profunda, a nossa vontade pela consciência mais absoluta, o nosso coração pelo amor mais filial, inteiramente todo o nosso ser pela imitação mais perfeita, que for possível, das suas virtudes, pois Ela também imitou a Deus, e suas virtudes foram todas, dom de Deus, e por isso ela pode Cantar: “A minha alma engrandece ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus meu Salvador, porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo.” (Lc 1, 46, 49). Rezemos o Santo terço diariamente. Rezar o terço faz um bem tremendo para a nossa vida.

O Senhor nos abençoe!



Seminarista Leonardo Oliosi Mazim

3º ano de Filosofia

quarta-feira, 2 de maio de 2012

NA ESCOLA DE MARIA, MULHER EUCARÍSTICA.




Todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lc 1,48)
A Santíssima Virgem “é legitimamente honrada com um culto especial pela Igreja”. Com efeito, desde remotíssimos tempos, a bem-aventurada Virgem é venerada sob o titulo de ‘Mãe de Deus’, sob cuja proteção os fiéis se refugiam suplicantes em todos os seus perigos e necessidades.
Este culto embora inteiramente singular difere essencialmente do culto de adoração que se presta ao verbo encarnado e igualmente ao Pai e ao Espírito Santo, mas o favorece poderosamente; este culto encontra sua expressão nas festa litúrgicas dedicadas a Mãe de Deus e na oração mariana, tal como o Santo Rosário, “resumo de todo o Evangelho”. Na devoção mariana o Rosário assumiu um lugar de relevo, que através da repetição das “Ave-Marias”, leva a contemplar os mistérios da fé. Também esta oração simples, alimentando o amor do povo cristão para com a Mãe de Deus, orienta de maneira mais clara a prece mariana para a sua finalidade: a glorificação de Cristo.
A Igreja, vendo em Maria o seu modelo, é chamada a imitá-la também na sua relação como o mistério do Santíssimo Sacramento. Misterium fidei! Se a Eucaristia é mistério de fé que excede tanto a nossa inteligência que nos obriga ao mais puro abandono a Palavra de Deus, ninguém melhor do que Maria pode servi-nos de apoio e guia nesta atitude de abandono. Todas as vezes que repetimos o gesto de Cristo na Última Ceia dando cumprimento ao seu mandato: “Fazei isto em memória de mim”, ao mesmo tempo acolhemos o convite que Maria nos faz para obedecermos a seu Filho sem hesitação: “Fazei o que ele vos disser” (Jo 2,5). Com a solicitude materna manifestada em Caná, ela parece dizer-nos: “Não hesiteis, confiai na palavra de meu Filho. Se ele pôde mudar à água em vinho, também é capaz de fazer do pão e do vinho o seu Corpo e Sangue, entregando aos crentes, neste mistério, o memorial vivo da sua Páscoa e tornando-se assim ‘pão de vida’”. De certo modo, Maria praticou sua fé eucarística ainda antes de ser instituída a Eucaristia, guando ofereceu o seu ventre virginal para a encarnação do Verbo de Deus.
A Eucaristia, ao mesmo tempo em que evoca a paixão e ressurreição, coloca-se no prolongamento da encarnação. E Maria, na anunciação, concebeu o Filho divino também na realidade física do Corpo e do Sangue, em certa medida antecipando nela o que se realiza sacramentalmente em cada crente quando recebe, no sinal do pão e do vinho, o Corpo e Sangue do Senhor. Existe, pois uma profunda analogia entre o Fiat pronunciado por Maria, em resposta às palavras do Anjo, e o Amém que cada fiel pronuncia quando recebe o Corpo do Senhor. A Maria foi lhe pedido para acreditar que Aquele que Ela concebia “por obra do Espírito Santo” era o “Filho de Deus” (cf. Lc 1,30-35).
Dando continuidade à fé da Virgem Santa, no mistério Eucarístico é-nos pedido para crer que aquele mesmo Jesus, Filho de Deus e Filho de Maria, Torna-se presente nos sinais do pão e do vinho com todo o seu ser humano-divino. “Feliz daquela que acreditou” (Lc 1,45).

Seminarista Jones dos Santos.